Fapeam apoia pesquisa sobre biocombustíveis
O desenvolvimento de pesquisas na área de biocombustíveis terá um aporte de R$ 3 milhões no Estado. Os recursos fazem parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologias para Produção de Biocombustíveis no Amazonas (Biocom).
Trata-se de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O lançamento deste e de outros programas de fomento à pesquisa e à formação de recursos humanos aconteceu ontem, por ocasião da inauguração da nova sede da Fapeam.
O presidente da entidade, Odenildo Sena, disse que o programa tem alto valor estratégico para o Estado e para o País, visto que a temática dos biocombustíveis está na pauta internacional. O objetivo é viabilizar o potencial de espécies nativas e o uso de recursos naturais de forma sustentável.
Interior
Para a pesquisadora Elisabete Brocki, professora da Escola Superior de Tecnologia (EST) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o novo programa pode trazer grandes benefícios para a população do interior do Estado. As pesquisas podem viabilizar o aproveitamento de plantas oleaginosas nativas da Amazônia na produção de biocombustíveis.
Comunidades distantes da sede dos municípios utilizam grupos geradores movidos a diesel, que passam longos períodos sem funcionar por falta de dinheiro para comprar o óleo. Se a própria comunidade pudesse produzir combustível usando plantas disponíveis no local, a questão energética estaria equacionada. “O foco é a geração de energia para comunidades isoladas”, disse Brocki.



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