Novo Airão em estado de calamidade pública
Comunidades isoladas, mortandade de peixes, queimadas desordenadas, fome e o contrabando de areia e seixo são fatores que embasam um documento que o prefeito Leosvaldo Roque, de Novo Airão, encaminhará na próxima semana à Câmara Municipal para decretar estado de calamidade pública em virtude da grande seca registrada na região do rio Negro.O prefeito já tem em mãos relatório da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil-COMDEC apontando o drama de trezentas famílias, residentes nas regiões dos rios Puduari, Bacaba, Caiaoé e Jauaperis, afluentes do rio Negro, praticamente isoladas, sem acesso a água potável e sem alimentos.
Segundo o relatório, além do isolamento e da fome, as comunidades de Novo Airão também são obrigadas a conviver com a mortandade de peixes e uma onda de queimadas que castigam a zona rural do município.
Sobre as queimadas e o contrabando de areia e seixo na zona rural de Novo Airão, enfatizadas pelo prefeito Leosvaldo Roque, Huélinton Ferreira explicou que as queimadas são isoladas e ocorrem fora dos parques nacionais de Anavilhanas e Jaú, portanto, em área de jurisdição do Instituto de Proteção Ambiental-IPAAM. Ocupando uma área de 350 mil hectares de terra, os parques são rigidamente fiscalizados, informa Huélinton, salientando lamentar as queimadas.
Com relação ao contrabando de areia e seixo, ele destacou que o ICMBio vai aumentar o rigor da fiscalização para coibir o problema, mas esclareceu que, devido a irracionalidade da atividade empresarial na área, o Instituto não está mais assentindo com nenhum licenciamento ambiental. Ressaltou, inclusive, que o ICMBio acabou de indeferir vários pedidos de licenciamento para extração mineral de seixo e areia que tinham a anuência do IPAAM no Rio Negro.
Huélinton Ferreira também esclareceu que o ICMBio acaba de acertar com o Ministério do Meio Ambiente um Plano de Combate a Incêndios Florestais em 2010, com a finalidade de evitar queimadas em Novo Airão. O plano deverá contar com a parceria da Prefeitura Municipal e atingirá as 50 comunidades existentes no entorno do Parque Nacional de Anavilhanas.
Por: Tom Claro
Fonte: Assessoria de Comunicação/Novo Airão/ Jucelino Taketomi



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