Projeto coloca ex-dependentes químicos em contato com a natureza
O projeto itinerante encabeçado pela companhia, chamado de Natal Solidário, completa dois anos de existência. Desde o ano passado, funcionários de diversos setores da empresa se candidatam a visitar entidades carentes e centros de apoio com o objetivo de levar “informação, paz, amor e esperança a diversos setores da sociedade”, diz a analista de meio ambiente da Cia. de bebidas Ipiranga, Luciana Oliveira. O tema escolhido pela campanha muda a cada ano. No ano passado o grupo escolheu um asilo da cidade e contribuiu com a manutenção física do local. “A gente resolveu fazer o plantio de árvores com o pessoal do Rarev esse ano porque é um tema atual. É importante eles tenham esse contato com as coisas que acontecem no mundo e de quebra contribuir com o meio ambiente”, afirma a analista. De acordo com a auxiliar administrativa Maira Nogueira, que participa do Natal Solidário pelo segundo ano, a iniciativa é uma forma de aproximar os pacientes que se tratam na fazenda e fazê-los se sentiram úteis. “Muitos estão aqui há um bom tempo e perderam o contato com a família, com amigos. É importante dar esse incentivo e aumenta a autoestima deles.”
A rotina na fazenda é puxada, segundo o coordenador do Rarev, Venilton de Souza, 53 anos. Assim como muitos outros pacientes, Souza foi usuário de drogas antes de se internar na fundação há dez anos. Ele diz acreditar que o contato com a natureza foi decisivo para abandonar as drogas. “Quando a pessoa chega aqui e vê tanto verde, tanta diversidade, ela começa a valorizar a vida. Quem se droga, perdeu esse amor ao que é vivo. O coordenador acrescenta que o projeto de revitalização de mata nativa feito pela companhia de bebidas é uma forma de chamar a atenção de pacientes que ainda não se reabilitaram. “O ato simbólico de plantar uma árvore pode significar a um drogadito o nascimento de uma nova vida. Pode despertar nessa pessoas aquilo que se perdeu durante anos de vicio”, diz.
Projeto resgata laços familiares
O jardineiro M. faz tratamento para se livrar da dependência química há 3 anos. Depois de se envolver com crack e perder o contato com mulher e filhos, o jardineiro resolveu se internar na Fundação de Ribeirão Preto Apoiando na Recuperação de Vidas —Rarev. M., que depois de se internar parou de trabalhar com jardinagem, pode lembrar a antiga profissão ao participar do plantio de mudas no Rarev promovido pela Companhia de Bebidas Ipiranga. “Para mim, estar em contato com a natureza é lembrar de como é bom ficar longe das drogas. Isso que estamos fazendo hoje me fortaleceu”. Para o ex-dependente químico e hoje coordenador do Rarev, Venilton de Souza, a ação valoriza o paciente como pessoas e o ajuda a resgatar laços familiares que foram perdidos pelo uso de droga. “O dependente que luta para abandonar as drogas percebe que a vida é mais do que esse submundo que muitos vivem. Só o fato de verem pessoas desconhecidas vindo aqui ajudá-los, é motivador”, diz. (LC)
Lucas de Castro
Fonte: Portal Meio Ambiente



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Comentários (1 postado):
Tenho um irmão que é usuário de drogas, porém o mesmo pediu ajuda da família para deixar as drogas, estou procurando desesperadamente clinicas especializadas, porém todas que encontrei são pagas e o projeto de vocês me chamou a atenção, meu irmão tem 29 anos de idade, vocês poderiam me indicar alguma clinica especializada caso não tenha vaga ai, mais se tiver uma vaga como faço para a internação do meu irmão? Não temos condições de pagar um valor alto para a internação, e sem a família apoiando acredito que meu irmão não consiga sair do vício, vocês podem me ajudar estou implorando, mesmo que não tenha uma solução para o meu caso responda essa mensagem, por favor, estarei aguardando.
Muito obrigado pela atenção!
Paulo Cesar Nogueira
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