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Flifloresta homenageia o jornalista Almir Diniz

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“Eu não sabia se a homenagem  era pelo fato  de ter nascido no Careiro  e haver instalado o município? Ou  por que durante minha administração foi construído o colégio onde ocorria  a solenidade? Ou, ainda, por  haver trabalhado na imprensa e por  haver ingressado na Academia Amazonense de Letras  e no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas? Acabaram não dizendo”, questiona Almir. O fato  é que não por apenas uma razão, mas por todas essas realizações, Almir recebeu essa justa homenagem. 
  
Prêmio Esso
  
Diniz foi o  amazonense ganhador do primeiro Prêmio Esso de jornalismo no ano de 1956. A matéria tinha como título: “Borracha: Dinheiro, sangue e miséria” e tratava da época em que a borracha era o maior tesouro, mas que também cobrava  o seu alto preço de sangue e miséria.  
  
No ano seguinte, o jornalista recebeu menção honrosa por outra reportagem,  feita na fronteira entre Brasil,  Colômbia e Peru sobre extorsão cometida por bandidos disfarçados de policiais. 
  
Mas, Almir faz questão de destacar que apesar da história contar a partir de 1956, o primeiro Prêmio Esso foi entregue um ano antes, para o também amazonense Ubiratan  de Lemos. Parabéns aos dois!
  
Faculdade da vida
  
Diniz começou no jornalismo antes de se formar em Direito pela Universidade do Amazonas, sua primeira faculdade. “Àquela época, década de 40, o jornalismo era a segunda profissão, mas quem fazia, fazia por amor”, relembra. 
  
“E os que escreviam, tinham a chamada Universidade da Vida. Hoje, tem gente que pensa ser assim. Mas entendo que, até pela lógica,  quem faz faculdade tem mais gabarito. Entretanto, mesmo assim nós tínhamos articulistas fabulosos como  Huascar de Figueiredo, Aristofano Antony”, conta. 

Entre os jornais pelo qual passou estão a   “Folha do Povo”, “O Combate”, “A Tarde”, “O Jornal”.  Diniz também trabalhou em  A CRÍTICA em 1949. “Foi quando comecei como repórter parlamentar. Fiquei menos de um ano, mas  o suficiente para conhecer a figura de Umberto Calderaro. Sobre ele escrevi duas crônicas. A última, no Ceará, após sua morte”, revela. 

Memorial
  
Almir parou de redigir  para jornal após o Golpe Militar de 1964. Mas continuou escrevendo suas crônicas que, no final da década de 90 e início dos anos 2000 se tornaram 25 livros. 

Almir pretende fazer um Memorial no Cambixe (Amazonas), sua terra natal. Acervo é que não vai faltar.

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